Informação policial e Bombeiro Militar

domingo, 9 de novembro de 2014

Médico do Samu é preso por suspeita de omissão de socorro na Paraíba



Profissional negou envio de ambulância para atender idosa, diz polícia. Coordenador do Samu afastou médico, mas pede cautela na apuração.
08/11/2014 17h04 - Atualizado em 08/11/2014 17h27
Do G1 PB


Um médico do Samu foi preso na madrugada de sábado (8) suspeito de omitir socorro a uma idosa na cidade de Patos, no Sertão da Paraíba. Segundo informações da Polícia Militar da cidade, a idosa passou mal em casa e morreu à espera do atendimento do Samu, solicitado mais de uma vez pelos parantes da vítima.
De acordo com o tenente Cascudo, da Polícia Militar, em entrevista à  TV Paraíba, os familiares da idosa decidiram acionar a polícia quando perceberam que não teriam o serviço do Samu. Segundo ele, os parentes da vítima afirmaram que o Samu informou que o caso não era considerado de urgência.
“O médico falou que seria caso não seria de urgência e que não enviaria a ambulância. Depois eles ligaram para o 190, pedindo ajuda da Polícia Militar. Um sargento da PM constatou a gravidade do quadro e ele próprio falou com o Samu. Então o médico informou ao policial que ‘não mandou e não mandaria a ambulância”, contou.
Uma ambulância do Corpo de Bombeiros foi até local e tentou realizar os primeiros procedimentos de emergência, ainda segundo a PM, mas durante o atendimento ficou constatado que a idosa já estava sem os sinais vitais.
Ele informou que era autoridade máxima da cidade e não poderia ser preso"
tenente Cascudo, sobre médico preso
“Dei voz de prisão a ele por omissão de socorro. Ele informou que era autoridade máxima na cidade e não poderia ser preso. Mesmo asim foi conduzido até a delegacia e foi entregado a delegada para que fossem tomadas as providências legais”, relatou o policial militar.

O coordenador do Samu na Paraíba, Anderson Sóstenes, também em entrevista à TV Paraíba, ressaltou que o médico tem direito ao contraditório e que por isso não poderia ser preso. “Segundo ele [o médico], foi feita uma orientação à família, mediante a solicitação. Tendo isso em vista, não podemo considerar omissão de socorro pela portaria ministerial, porque é o papel dele orientar”, comentou.
Ainda segundo Sóstenes, é preciso cautela para apurar o caso, ouvir as gravações dos diálogos entre o médico e o policial, conversar com a família, ouvir a própria polícia para confirmar a versão dos parentes da idosa e da Polícia Militar. “Até então o que nós sabemos é que a família solicitou e a polícia solicitou e que o médico negou. Nós não sabemos o que a família apresentou na paciente, isso tudo tem que ser lavado consideração”, arrematou o coordenador.
O médico envolvido no caso foi afastado pela Coordenação do Samu na Paraíba até que o caso seja apurado e feita uma avaliação do resultado. Por telefone, a delegada Daniela Quirino, responsável pelo caso, informou à TV Paraíba que será aberto um inquérito para saber se a morte foi causada por negligência.

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